Segunda, 21 de Setembro de 2020
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Inimigo Fatal

Ficar em casa, para milhões de pessoas que têm nada a perder, é ficar confinada com tudo o que lhes resta: a vida.

25/03/2020 08h38 Atualizada há 6 meses
Por: Marcos Lima Mochila
Inimigo Fatal

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Marta Velozo

 

É verdade, sim: cada pessoa pode carregar o coronavírus, mesmo que esteja aparentemente limpa. O vírus vem na roupa, são deixados no ar. Levamos o vírus pra casa, mesmo sem saber. 

Esse INIMIGO FATAL, o coronavírus, resiste até 17 dias no local ou objeto que uma pessoa infectada tenha tocado ou pegado. 

Esse vírus terrível nos mostra – a um custo muito alto -, que todas as pessoas, todos os seres vivos, estão interligados. E cada ato, cada palavra, cada uma de nossas postagens na Internet, tem um efeito que pode ser devastador. 

Então, por que é tão difícil ficar em casa? Por que é tão difícil perder alguma coisa? Quem pode perder muito ou pouco? 

Ficar em casa, para milhões de pessoas que têm nada a perder, é ficar  confinada com tudo o que lhes resta: a vida. 

Muitas... muitas pessoas já estão voltando, para morrer em casa, por falta de material... para intubação. 

Amanhã pode ser eu ou você, porque o governo do Brasil tirou a máscara da farsa e há muito tempo pendurou a máscara da saúde do nosso povo na orelha. 

Vamos agir no sentido contrário? Podemos criar Comitês Populares em redes nacionais formadas, também, por especialistas, profissionais ou pessoas com conhecimentos especiais para a troca de experiências, com sugestões e informações claras – através de todos os meios e formas – sobre vida e saúde durante uma epidemia. 

Assim, continuaremos em casa, com equilíbrio, cuidando dos mais próximos e continuando nossas lutas, inclusive por direitos e soberania nacional. 

Ouço sons de panelas batendo e outras formas de grito que exigem do governo federal a devolução do dinheiro do SUS; equipamentos adequados para proteção dos trabalhadores (as) da saúde e dos outros serviços essenciais; recursos e garantias para nós, trabalhadores (as), ficarmos em casa em quarentena, junto com nossas famílias (ou não); redes de abastecimento asseguradas para todos, respeitando-se  a dignidade e o direito à vida. 

Temos que nos articular para nos salvar do coronavírus e criar uma onda para ampliar e divulgar iniciativas de luta ou de proteção ao povo, tais como as que estão sendo postas em prática, por exemplo, pelo Governo de Pernambuco, que vem buscando implementar ações para a defesa da saúde do povo pernambucano. 

Estamos no meio de mais uma batalha cruel. Mas, com toda a certeza, vamos vencer!

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Marta Velozo é escritora, autora do livro ‘Epístolas à Maria Fulô’

As opiniões expostas nas colunas e artigos do portal Reerência Brasil são de exclusiva responsabilidade dos seus autores e não expressam a opinião e o pEnsamento dos seus diretores. 

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