Terça, 21 de Setembro de 2021
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CARNAVAL 2020 CARNAVAL DO RECIFE

Frevo e Rock dominaram o penúltimo dia de carnaval no Marco Zero

Almir Rouche, Cordel do Fogo Encantado, Pitty e Paralamas do Sucesso empolgaram os foliões

25/02/2020 09h38 Atualizada há 2 anos
Por: Ricardo Almeida Fonte: PCR

 

 
Foto: Marcela Cintra/PCR

No Carnaval do Recife, tudo começa ou termina em frevo. E com a noite do rock no Marco Zero também foi assim. Após os desfiles dos blocos líricos, quem primeiro se apresentou foi o pernambucano Almir Rouche, artista que ao longo das mais de três décadas de carreira se tornou uma das caras da folia de Momo, homenageado do Carnaval de 2016. Almir subiu ao palco por volta das 20h, com uma sequência de frevos cujas letras estão na boca do povo. O cantor fez um show de uma hora e 20 minutos de duração.

Depois da apresentação, em conversa com a Imprensa, Almir mostrou bom humor e comemorou a saúde e energia demonstradas sobre o palco. “Papai do céu achou que não estava na minha hora”, sorriu, referindo-se à internação hospitalar em julho do ano passado, por conta de uma hemorragia cerebral. Almir ficou internado na UTI, passou pro procedimento cirúrgico e recebeu alta sem apresentar sequelas. “Tenho ainda mais uns 50 Carnavais!”, previu.

Foto: Marcela Cintra/PCR

Terceiro grupo a se apresentar no palco do Marco Zero, na noite desta segunda (24), o Cordel do Fogo Encantado fez o show debaixo de chuva, levando o público ao delírio, batendo palmas e repetindo diversas vezes o refrão “chover, chover”, em referência a uma das mais conhecidas músicas da banda.

O Marco Zero já estava lotado, com um público diverso mas predominantemente jovem, quando a cantora baiana Pitty subiu ao palco. Ela é muito conhecida do Recife e já tocou nos polos descentralizados de Casa Amarela e Alto José do Pinho, na Zona Norte da cidade, além do Rec Beat. “Minha relação com o Carnaval de Pernambuco é bem antiga. Aqui achei um Carnaval para chamar de meu, para ser a artista que sou, que atende a todos os gêneros, todos os ritmos”, reverenciou, em entrevista à Imprensa antes do show.

Em uma hora e meia de show, Pitty tocou sucessos já consagrados do primeiro disco, “Admirável Chip Novo”, que completa 17 anos de lançado em maio, e novas músicas de “Matriz”,  seu novo trabalho. “Ele me reconecta com minhas raízes baianas, que encontra um ponto de intersecção  entre a minha cultura, o rock, o samba de recôncavo, da música negra. Preparamos um show bem eclético. Tocar na rua, pra um monte de gente, é  um prazer muito grande”, antecipou.

Foto: Marcela Cintra/PCR
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